sábado, 28 de julho de 2012
Telefonema.
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Atende.
Por favor.
Anda logo.
Atende.
Eu tenho tanto para lhe falar...
ATENDE.
Ontem encontrei uns CD's que você me deu... um deles tinha a nossa música. Aquela do Chico, sabe?! Eu olhei sorrindo para o lado, mas não era você que estava lá. Ao lado de quem você estava?
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Se você me atender agora a gente pode marcar de sair. Um jantar naquele restaurante japonês que você gosta. Eu sei que eu odeio esse tipo de comida, mas tento por você. O importante é te ver...
Atende.
Eu quero ouvir sua voz. Quero te ver, sentir seu perfume.
Depois de tanto tempo eu descobri de que é o seu cheiro. Jasmim. Acertei? Minha mãe comprou algumas, quando entrei na casa dela parecia que estava te abraçando. Roubei uma para deixar no meu quarto, assim vou dormir pensando em você.
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Você não está mesmo em casa?
Sabe... as coisas mudaram. Deixei de usar sempre o boné para trás (na verdade, agora quase não o uso), aprendi a comer legumes e comecei a ler alguns livros... E finalmente, agora com vinte e um anos estou me tornando um homem. Um homem por você, para você, digno de ti.
Afinal, você é tudo o que sempre quis e que nunca soube que tinha.
"... Deixe seu recado após o sinal."
Saudades. Me liga.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Sobre o silêncio que fica.
É como um hiato, uma grande pausa, que só faz aumentar.
Passam-se choros que de tanta dor são calados. Até a dor, quando é forte, mergulha em silêncio.
Passam-se minutos, pessoas, pêsames, mas o silêncio fica.
Dizem que o que fica é o vazio, mas é não. O vazio é preenchido pelo silêncio.
E o silêncio vai ficar para sempre preenchendo o vazio.
Talvez a escuridão no começo acompanhe o silêncio, mas depois ela vai embora. Com o tempo a cor aparece novamente. Mas não o silêncio, ele não se vai.
E de tudo, só o silêncio fica.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Untitled.
Desfaz essa macumba, você que tanto pediu para eu te esquecer, não me deixa em paz. Eu procurei outras pessoas e achei alguém melhor que você, só que você, meu encosto, não permite que eu seja feliz.
Vamos combinar uma coisa? Da próxima vez trate sua carência em um bordel e mate sua saudade revendo minhas fotos. Tira meu telefone da discagem rápida e troca pelo de um terapeuta, arruma uma mulher e usa todo o seu ciúme doentio com ela. Me exclui de todas as redes sociais e pára de stalkear até meu cachorro.
Apenas me esqueça. Você que sempre foi especialista em me trocar, por que não faz isso de uma vez por todas? Se perdeu a graça para você me ver sofrer, imagina para mim...
Eu posso não ter você, mas uma coisa eu ainda tenho, baby, meu sono. Esse eu não perco nunca. Fica com as suas paranoias, que eu vou dormir em paz.
sábado, 5 de março de 2011
O que vai e o que fica.
De fato, só percebi a sua importância quando me contaram da sua partida. Também pudera, mal tivemos tempo de nos conhecer, mas eu sei que você me entendia. Entendia meus sonhos, minhas conquistas, minhas alegrias e eu tentava compreender sua dor, sua superação.
No fim, só me restaram perguntas e promessas. Mas agora não quero mais saber as respostas, afinal de nada valerão, mas as promessas que foram feitas, onde quer que esteja, tenha a certeza de que serão cumpridas.
P.S.: O texto foi feito sem rascunhos e de coração aberto.
P.S.²: Em memória de um velho amigo, que deixará (e já está deixando) saudades. Marcelo, obrigada por tudo.
domingo, 16 de janeiro de 2011
Parênteses.
Nascer ( ) Morrer.
O que fica entre esses dois acontecimentos? O que acontece entre os parênteses? Talvez não seja importante, talvez defina tudo.
Três A's. Eles definem muita coisa:
- Alegria
- Amizade
- Amor
Mas será que todos eles são importantes? Será que é necessário ter todos pra conquistar a felicidade plena? E a tal felicidade, é mesmo necessária ou se pode viver sem?
Talvez a resposta seja justamente a pergunta. Talvez entre os parênteses só aja incerteza e perguntas que nunca serão respondidas. Talvez isso seja viver.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Uma vez, no passado.
Você me contava tudo, eu te contava tudo. Eu sabia por onde você andava e com quem... eu opinava até sobre as "suas garotas". Você não brigava e por isso eu não precisava ficar te dando sermões o tempo inteiro.
Eu amava você. Droga, eu ainda o amo. E você pode fazer quantas besteiras quiser eu vou sempre te amar, você vai sempre um dos meus melhores amigos e eu vou sempre te defender.
Você nunca vai ler isso, mas espero que mesmo assim saiba que eu vou sempre te amar.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Perdas, tempo e valores
Sempre estamos perdendo algo. A cada segundo que passa um pedaço da vida se esvai, e com ele se vão objetos, lembranças, pessoas queridas.
O tempo é precioso, porém não percebemos o quão importante ele é. Isso até termos perdido algo de inestimável valor. Então, o tempo se torna o culpado, por ter passado rápido demais ou por ser curto e nos manter ocupado. Será o tempo o verdadeiro culpado de todas as perdas que sofremos ou será que somos nós, por saber que o tempo é limitado e mesmo assim não o aproveitamos?
Mas também há uma outra questão: valores. Dinheiro, coisas materiais, pessoas... valem tanto quanto pensamos? Tanto quanto gostaríamos que valessem? Talvez esse seja o real problema, pra tudo na vida, nós damos valor demais, em tudo colocamos um valor (seja monetário, ou sentimental) e sabe, nem tudo merece um valor, nem tudo tem de fato um valor...
Fica aí umas dicas: aproveite seu tempo, não dê valores a todas coisas e após perdas, sempre sempre siga em frente...