As esperas me matam.
Você disse: "você é quem sabe", mas não sou eu que estou confusa. Eu sei o que eu quero e eu quero você. Quero te cuidar, ocupar minhas horas vagas pensando em você, ouvir músicas e pensar só em nós. Quero te apresentar para as pessoas mais importantes da minha vida, porque você também está se tornando importante.
Quero deixar meu sorriso rolar solto e poder responder que a razão disso é você, quero acordar com os olhos brilhando por ter sonhado contigo.
Quero que me faça esquecer os erros do passado e amoleça por completo esse meu coração, que me faça sonhar, voar e logo depois me traga de volta ao chão, de volta aos seus braços.
Eu quero tanta coisa que já perdi a linha do raciocínio, mas não importa, porque no final eu quero só você.
Quero que você queira tudo isso comigo e que deixe de ser uma dúvida para mim.
Quero dizer à todos que sim, eu me apaixonei.
Mas e você? O que quer de mim? E de nós? Ah, essas esperas me matam...
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Memórias de Penteadeira IV.
Escovava meus cabelos sentada e encarando a mim mesma naquela penteadeira que compramos no antiquário de Santa Teresa. O apreço que tenho por essa penteadeira é o mesmo que tenho de você, por isso desde que você se foi gasto horas do meu dia escovando os cabelos em frente à ela. Era como naquele livro "Cem escovadas antes de dormir", mas era o dia inteiro e eu perdi a conta quando passaram de duzentas.
E eu escovava, escovava, escovava. Foi quando a cortina voou e o sol lentamente entrou pela janela. Primeiro um raio de luz no chão que saiu dançando pelo quarto. Cama, cabeceira, porta-retrato e por fim, a penteadeira. Tudo então, se iluminou.
Olhei ao redor e mais raios de sol dançavam pelo quarto. Quando um deles me tocou, vieram as cores.
O quarto que antes era preto e branco agora parecia um arco-íris. A penteadeira com aquela cor sem graça, se transformara completamente e eu com ela.
Eu sabia que agora poderia parar de beber, sair de casa e nunca mais ouvir aquela canção. Havia cor no mundo de novo. No meu mundo.
Foi como se o sol não tivesse invadido meu quarto, mas a mim. Me iluminou e me aqueceu.
Depois desse dia nunca mais pensei em você. A penteadeira? Vendi para um antiquário qualquer.
E eu escovava, escovava, escovava. Foi quando a cortina voou e o sol lentamente entrou pela janela. Primeiro um raio de luz no chão que saiu dançando pelo quarto. Cama, cabeceira, porta-retrato e por fim, a penteadeira. Tudo então, se iluminou.
Olhei ao redor e mais raios de sol dançavam pelo quarto. Quando um deles me tocou, vieram as cores.
O quarto que antes era preto e branco agora parecia um arco-íris. A penteadeira com aquela cor sem graça, se transformara completamente e eu com ela.
Eu sabia que agora poderia parar de beber, sair de casa e nunca mais ouvir aquela canção. Havia cor no mundo de novo. No meu mundo.
Foi como se o sol não tivesse invadido meu quarto, mas a mim. Me iluminou e me aqueceu.
Depois desse dia nunca mais pensei em você. A penteadeira? Vendi para um antiquário qualquer.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Paranoia II.
Não havia horário para ser atendida.
No estacionamento, todas as vagas já haviam sido ocupadas.
O restaurante estava lotado e os ingressos esgotados.
Não havia seu manequim nas lojas nem o número de seu calçado.
O hospital não tinha leito para ela e os médicos cuidavam de outros pacientes.
Os assentos do avião já tinham dono e não passava um só táxi sem passageiro.
O caixa fechou quando ela seria atendida, a porta cerrou quando ela abriria, o elevador parou quando ela subiria.
No telefone ela não conseguia falar, as linhas estavam ocupadas.
As placas pareciam mudar para que ela sempre se encontrasse na contramão.
No baile, ela era a única que não tinha um par.
É o mundo que anda lotado ou ela que não encontra um lugar em que se encaixa?
No estacionamento, todas as vagas já haviam sido ocupadas.
O restaurante estava lotado e os ingressos esgotados.
Não havia seu manequim nas lojas nem o número de seu calçado.
O hospital não tinha leito para ela e os médicos cuidavam de outros pacientes.
Os assentos do avião já tinham dono e não passava um só táxi sem passageiro.
O caixa fechou quando ela seria atendida, a porta cerrou quando ela abriria, o elevador parou quando ela subiria.
No telefone ela não conseguia falar, as linhas estavam ocupadas.
As placas pareciam mudar para que ela sempre se encontrasse na contramão.
No baile, ela era a única que não tinha um par.
É o mundo que anda lotado ou ela que não encontra um lugar em que se encaixa?
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