Nesse momento estou bem em cima da nossa banheira ou pelo menos do lugar aonde ela irá ficar, já consigo visualizar você dentro dela, submersa e de olhos fechados, sentindo a água em seu corpo e se transformando na própria. E eu estarei encostado na porta, você não notará minha presença e eu continuarei calado, apenas admirando a bela mulher por quem fui me apaixonar.
Na cozinha, é fácil ver os jantares que faremos. Cheiro de alguma coisa queimada e a gente discutindo se vamos ligar para pizzaria ou algum restaurante japonês. Nós precisamos aprender a cozinhar, amor.
Na sala toda a representação dos nossos opostos. O video game do lado da máquina de escrever que você herdou do seu avô, o violão ao lado do livro do momento. Lugar do que nos afasta, mas aonde nos encontraremos mais.
Se eu fechar os olhos, quase sinto você ao lado do berço, com nosso bebê nos braços, ninando ele ao som de Rolling Stones. Você olhará para mim e dirá: "cantigas de ninar são um tédio.", e assim que ele adormecer, te levarei para o quarto, ainda com a canção em mente e cantarei.
All I want is for you to make love to me.
Am I hard enough?
Am I rough enough?
Am I rich enough?
I'm not too blind to see.
É, nós teremos uma vida boa.
Para sempre teu,
Bruno.
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
16.10.2012
quarta-feira, 6 de junho de 2012
06.06.12
Seis de junho de dois mil e doze.
Venho, por meio desta, confessar-lhe o que há muito já sabe.
Eu te traí.
E foi de caso pensado.
Não tiro minha parcela de culpa, mas entenda que suas atitudes foram fundamentais para que eu tomasse essa decisão.
Todos fomos culpados nessa história, então não julgue apenas à mim. E se demorei para confessar, entenda que apesar de tudo, senti vergonha do meu ato e de ti.
No começo, eu era fogo e você gelo, tentava te derreter e... nada. No final, eu é quem esfriei. Foi preciso encontrar outra pessoa para voltar a ser fogo.
Você me transformou. Me fez retroceder às origens de meu nome. O homem que eu era antes de você endureceu e virou pedra. Agora penso que talvez não serei mais capaz de amar outra mulher como um dia te amei, mas que fique de lição também para você.
Derreta esse coração, não seja apenas gelo.
Para sempre teu,
Pedro, a pedra.
Venho, por meio desta, confessar-lhe o que há muito já sabe.
Eu te traí.
E foi de caso pensado.
Não tiro minha parcela de culpa, mas entenda que suas atitudes foram fundamentais para que eu tomasse essa decisão.
Todos fomos culpados nessa história, então não julgue apenas à mim. E se demorei para confessar, entenda que apesar de tudo, senti vergonha do meu ato e de ti.
No começo, eu era fogo e você gelo, tentava te derreter e... nada. No final, eu é quem esfriei. Foi preciso encontrar outra pessoa para voltar a ser fogo.
Você me transformou. Me fez retroceder às origens de meu nome. O homem que eu era antes de você endureceu e virou pedra. Agora penso que talvez não serei mais capaz de amar outra mulher como um dia te amei, mas que fique de lição também para você.
Derreta esse coração, não seja apenas gelo.
Para sempre teu,
Pedro, a pedra.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
23.05.2012.
Vinte e três de maio de dois mil e doze.
Se eu fecho os olhos consigo me recordar de cada momento.
Com o Black apoiado nos lábios, esperando ser aceso, eu te olhava. Enquanto o acendia, você reclamava, mas eu só fechei os olhos e senti o gosto amargo do cigarro em minha boca.
E então eu falei. Usei todos os palavrões possíveis, citei todas as nossas músicas, joguei na sua frente nosso passado e minhas dúvidas sobre o futuro.
Acho que me perdi.
Acho que te perdi.
A razão, essa com certeza, eu perdi.
Eu não podia fumar, não podia "falar palavras de baixo calão", não podia ser irônico (no papel eu posso?). Eu só queria ser eu mesmo, ok?! Ou talvez outra pessoa, qualquer uma, que significasse algo para você. Mas sempre fui um ninguém.
Você queria que eu fosse diferente e acho que nessa briga eu consegui ser, te mostrei tudo o que pensava e quem eu realmente era.
Eu definitivamente te perdi.
Cada frase que usava, cada cigarro que eu acendia, cada sorriso irônico que eu dava, fazia você se afastar mais. Até que se afastou para sempre.
Mas essa briga, eu nunca esqueci.
E você, eu nunca esqueci.
Para sempre teu,
Lucas.
Se eu fecho os olhos consigo me recordar de cada momento.
Com o Black apoiado nos lábios, esperando ser aceso, eu te olhava. Enquanto o acendia, você reclamava, mas eu só fechei os olhos e senti o gosto amargo do cigarro em minha boca.
E então eu falei. Usei todos os palavrões possíveis, citei todas as nossas músicas, joguei na sua frente nosso passado e minhas dúvidas sobre o futuro.
Acho que me perdi.
Acho que te perdi.
A razão, essa com certeza, eu perdi.
Eu não podia fumar, não podia "falar palavras de baixo calão", não podia ser irônico (no papel eu posso?). Eu só queria ser eu mesmo, ok?! Ou talvez outra pessoa, qualquer uma, que significasse algo para você. Mas sempre fui um ninguém.
Você queria que eu fosse diferente e acho que nessa briga eu consegui ser, te mostrei tudo o que pensava e quem eu realmente era.
Eu definitivamente te perdi.
Cada frase que usava, cada cigarro que eu acendia, cada sorriso irônico que eu dava, fazia você se afastar mais. Até que se afastou para sempre.
Mas essa briga, eu nunca esqueci.
E você, eu nunca esqueci.
Para sempre teu,
Lucas.
sexta-feira, 13 de abril de 2012
13.04.12
Treze de abril de dois mil e doze.
Aqui do aeroporto, esperando anunciarem meu voo, me peguei pensando em você. Assim que eu subir nesse avião, terei uma nova vida, em um novo país onde você não estará, mas ainda restaram algumas coisas que preciso lhe dizer, coisas que pessoalmente nunca tive coragem, nem mesmo na nossa despedida.
Queria estar carregando nessa mala um pedaço teu. Algo com a sua marca e que eu não encontrarei em lugar algum do mundo. Algo como uma parte de seus cabelos que leve aquele cheiro único de jasmim ou uma peça de roupa com o cheiro doce de seu perfume (que nunca soube definir ao certo, acho que já nasceu contigo). Queria estar carregando qualquer coisa que te trouxesse até mim, por uma fração de segundo que seja. Roupas. É só isso que vou encontrar quando chegar ao hotel.
Você já entendeu aonde quero chegar e dever estar tendo uma síncope, mas vai piorar, porque vou parar de enrolar e falar de uma vez com todas as letras: EU AMO VOCÊ. Não notou como sempre te amei? Te idealizava, botava-te em um pedestal, mas porque eu te amava.
(Última chamada para o voo AF0042)
Mas fica tranquila. Guarda teus medos, meu avião já vai partir e eu vou com ele. Levando meu amor e sem cobrar nada de você, porque não é necessário. Vou começar uma vida nova, quem sabe com uma nova mulher.
Mas saiba que serei
Para sempre teu,
Marcelo.
Aqui do aeroporto, esperando anunciarem meu voo, me peguei pensando em você. Assim que eu subir nesse avião, terei uma nova vida, em um novo país onde você não estará, mas ainda restaram algumas coisas que preciso lhe dizer, coisas que pessoalmente nunca tive coragem, nem mesmo na nossa despedida.
Queria estar carregando nessa mala um pedaço teu. Algo com a sua marca e que eu não encontrarei em lugar algum do mundo. Algo como uma parte de seus cabelos que leve aquele cheiro único de jasmim ou uma peça de roupa com o cheiro doce de seu perfume (que nunca soube definir ao certo, acho que já nasceu contigo). Queria estar carregando qualquer coisa que te trouxesse até mim, por uma fração de segundo que seja. Roupas. É só isso que vou encontrar quando chegar ao hotel.
Você já entendeu aonde quero chegar e dever estar tendo uma síncope, mas vai piorar, porque vou parar de enrolar e falar de uma vez com todas as letras: EU AMO VOCÊ. Não notou como sempre te amei? Te idealizava, botava-te em um pedestal, mas porque eu te amava.
(Última chamada para o voo AF0042)
Mas fica tranquila. Guarda teus medos, meu avião já vai partir e eu vou com ele. Levando meu amor e sem cobrar nada de você, porque não é necessário. Vou começar uma vida nova, quem sabe com uma nova mulher.
Mas saiba que serei
Para sempre teu,
Marcelo.
domingo, 25 de março de 2012
25.03.2012.
Vinte e cinco de março de dois mil e doze.
Eu te amei. E cedo demais. Era só te ver que meu coração disparava, que lhe escrevia uma canção e tudo o que passava em minha cabeça tinha a ver com você. Será que tudo isso aconteceu só por que o amor está na moda?
Não me importo que faça menos de seis meses que nos conhecemos ou que eu não saiba detalhes da sua infância. Eu sei que carinho na nuca te arrepia e você adora morder meu lábio.
Acho que assisti tantos filmes de sessão da tarde com minha irmã, desses que o amor acontece a primeira vista, dá tudo errado e depois o casal é feliz para sempre. O amor aconteceu de primeira, tudo deu errado, mas eu queria tanto que fôssemos felizes.
Nunca deixei nada subentendido, sempre gritei aos quatro cantos que te amava, era apaixonado, louco por você. Talvez o que tenha estragado tenha sido essa insanidade da minha parte. Talvez fosse a sua pouca idade, a falta de maturidade ou vai ver simplesmente para você não foi amor e ponto. Mas não custava nada tentar, né?! Se eu estava de quatro por você, feito um cachorro, não era óbvio que se alguém fosse sofrer, essa alguém seria eu? Não custava nada tentar.
De qualquer maneira, continuo pensando em você com o coração disparado e o violão por perto para lhe compor uma canção.
Para sempre teu,
do seu último romântico.
Caio.
Eu te amei. E cedo demais. Era só te ver que meu coração disparava, que lhe escrevia uma canção e tudo o que passava em minha cabeça tinha a ver com você. Será que tudo isso aconteceu só por que o amor está na moda?
Não me importo que faça menos de seis meses que nos conhecemos ou que eu não saiba detalhes da sua infância. Eu sei que carinho na nuca te arrepia e você adora morder meu lábio.
Acho que assisti tantos filmes de sessão da tarde com minha irmã, desses que o amor acontece a primeira vista, dá tudo errado e depois o casal é feliz para sempre. O amor aconteceu de primeira, tudo deu errado, mas eu queria tanto que fôssemos felizes.
Nunca deixei nada subentendido, sempre gritei aos quatro cantos que te amava, era apaixonado, louco por você. Talvez o que tenha estragado tenha sido essa insanidade da minha parte. Talvez fosse a sua pouca idade, a falta de maturidade ou vai ver simplesmente para você não foi amor e ponto. Mas não custava nada tentar, né?! Se eu estava de quatro por você, feito um cachorro, não era óbvio que se alguém fosse sofrer, essa alguém seria eu? Não custava nada tentar.
De qualquer maneira, continuo pensando em você com o coração disparado e o violão por perto para lhe compor uma canção.
Para sempre teu,
do seu último romântico.
Caio.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
29.02.2012.
Vinte e nove de fevereiro de dois mil e doze.
Carta é uma coisa tão antiga, querida, mas eu queria que você pudesse tocar em minhas palavras sempre que quisesse e guardá-las mesmo quando longe de ti, eu estiver.
Você está deslumbrante hoje. Gosto de te ver assim com os cabelos soltos ao vento, sua gargalhada dando eco, os olhos brilhando. Só não me agrada essa sua proximidade do abismo, o perigo se mistura com o brilho dos seus olhos, uma mistura perigosa.
Mas isso te inspira, você balança seus pés no nada, enquanto discursa sobre a fragilidade da vida. Por que você faz isso comigo, meu amor? Não vê que estou querendo lhe dizer tudo o que sinto? Não vê que quero tirar-lhe desse abismo, abraçar-lhe e te fazer minha até provar que meu amor é tudo o que você precisa? Eu não quero saber da fragilidade da vida, porque ela não é frágil quando estou com você.
Você sempre se mostrou tão forte para mim, ficando ao meu lado, me dando apoio e aonde está essa pessoa forte agora? Por que há lágrimas nos seus olhos? Por que você fala em sumir? Por que você pensa em se jogar? Por quê?
Pequena, não há motivo para isso. Senta aqui. Eu te cuido. Eu te embalo. Senta. Não. Não chega perto daí, não se afasta de mim. Querida, por favor, eu te imploro.
Não. Faça. Isso.
.
.
.
Se eu acordar, posso te tocar, logo ao meu lado, você descansa tranquila, talvez sonhando com pique-niques e dias felizes. Mas o sonho é tão real, pequena. Você se afasta lentamente de mim e eu sinto meu coração se afastando junto.
Apenas prometa, querida, que após ler essa carta correrá ao meu encontro e me prometerá viver para sempre ao seu lado. Assim como você prometeu naquele dia em que você estava deslumbrante, em que havia uma mistura perigosa em seus olhos, em que você discursava sobre a fragilidade da vida. Naquele dia em que você aceitou se casar comigo. A partir daquele dia, eu soube o que é ser feliz.
Agora pára de ser preguiçosa, levanta dessa cama e vem me dar um beijo, talvez fazer nosso café da manhã. Estarei te esperando na mesa de jantar, lendo um jornal, como em todas as manhãs.
Para sempre teu,
Johnathan.
Carta é uma coisa tão antiga, querida, mas eu queria que você pudesse tocar em minhas palavras sempre que quisesse e guardá-las mesmo quando longe de ti, eu estiver.
Você está deslumbrante hoje. Gosto de te ver assim com os cabelos soltos ao vento, sua gargalhada dando eco, os olhos brilhando. Só não me agrada essa sua proximidade do abismo, o perigo se mistura com o brilho dos seus olhos, uma mistura perigosa.
Mas isso te inspira, você balança seus pés no nada, enquanto discursa sobre a fragilidade da vida. Por que você faz isso comigo, meu amor? Não vê que estou querendo lhe dizer tudo o que sinto? Não vê que quero tirar-lhe desse abismo, abraçar-lhe e te fazer minha até provar que meu amor é tudo o que você precisa? Eu não quero saber da fragilidade da vida, porque ela não é frágil quando estou com você.
Você sempre se mostrou tão forte para mim, ficando ao meu lado, me dando apoio e aonde está essa pessoa forte agora? Por que há lágrimas nos seus olhos? Por que você fala em sumir? Por que você pensa em se jogar? Por quê?
Pequena, não há motivo para isso. Senta aqui. Eu te cuido. Eu te embalo. Senta. Não. Não chega perto daí, não se afasta de mim. Querida, por favor, eu te imploro.
Não. Faça. Isso.
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Se eu acordar, posso te tocar, logo ao meu lado, você descansa tranquila, talvez sonhando com pique-niques e dias felizes. Mas o sonho é tão real, pequena. Você se afasta lentamente de mim e eu sinto meu coração se afastando junto.
Apenas prometa, querida, que após ler essa carta correrá ao meu encontro e me prometerá viver para sempre ao seu lado. Assim como você prometeu naquele dia em que você estava deslumbrante, em que havia uma mistura perigosa em seus olhos, em que você discursava sobre a fragilidade da vida. Naquele dia em que você aceitou se casar comigo. A partir daquele dia, eu soube o que é ser feliz.
Agora pára de ser preguiçosa, levanta dessa cama e vem me dar um beijo, talvez fazer nosso café da manhã. Estarei te esperando na mesa de jantar, lendo um jornal, como em todas as manhãs.
Para sempre teu,
Johnathan.
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